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Legislativo

Tribuna: confira o que foi assunto na 2ª Sessão Ordinária da Câmara de Cocal do Sul


Postada em 11/02/2026

Sete vereadores fizeram uso da palavra para tratar de temas como saúde, limpeza urbana, infraestrutura, educação e, novamente, questões políticas relacionadas à suspensão determinada pela Justiça.

Mantendo-se o impedimento da Mesa Diretora por decisão judicial nos autos do Mandado de Segurança da Comarca de Urussanga, que suspendeu a Mesa eleita em 16 de dezembro de 2025, e conforme o artigo 15, parágrafo 6º, do Regimento Interno, a vereadora Cirlene Gonçalves Scarpato, a Aninha, conduziu os trabalhos da 2ª sessão ordinária, realizada na noite desta terça-feira (10). Na tribuna, sete dos nove vereadores fizeram uso da palavra para tratar de temas como saúde, limpeza urbana, infraestrutura, educação e, novamente, questões políticas relacionadas à suspensão determinada pela Justiça.

Chicão cobra planejamento, relata demandas e diz que população é quem atualiza vereadores sobre a realidade do município

Na sessão desta terça-feira (10), o vereador Valdnei da Silva, o Chicão (PL), retomou declaração feita na reunião anterior, quando foi citado que parlamentares precisariam se atualizar antes de usar a tribuna. Ele afirmou que responderia de forma direta e declarou: “Não preciso que vereador nenhum me atualize. Quem me atualiza é a própria população”. Segundo o vereador, os relatos recebidos envolvem pais, professores, motoristas e moradores que procuram o Legislativo diariamente.

Chicão tratou da estrutura voltada às crianças atípicas, citando a antiga IEI. Maximiliano Gaidzinski, hoje utilizada como espaço Crescer e Evoluir. Disse que, conforme relatos de mães, o atendimento não tem suprido as demandas. Também mencionou mudanças frequentes de profissionais no centro de atendimento ao autismo, apontando que cada troca exige nova adaptação das famílias e das crianças.

Ao falar sobre o início do ano letivo, relatou que houve unidades preparadas nos dias que antecederam o retorno dos alunos, inclusive com trabalho de funcionários no fim de semana. Para ele, situações assim demonstram dificuldades na organização. Abordou ainda reclamações sobre buracos, mato nas vias, transporte escolar e condições das estradas do interior. “Isso não é invenção de vereador. É reclamação da população”, afirmou.

O parlamentar apresentou registros fotográficos de diferentes pontos da cidade, incluindo a Praça da Igreja Matriz e parques públicos, onde apontou problemas. Reconheceu que serviços de limpeza começaram a ser executados após as cobranças e citou atuação recente da Secretaria de Obras. Pontuou, porém, que é necessário evitar que o mesmo cenário se repita nos próximos anos. "Não podemos abandonar a cidade no dia 20 de dezembro e voltar só em fevereiro para trabalhar", lembrou.

Ao encerrar, reforçou que a função do Legislativo é ouvir a comunidade, reconhecer quando há avanços e cobrar quando problemas persistem. "A função desta Casa é reconhecer os anseios da comunidade. Planejamento de verdade é aquele que sai do papel, vira obra, serviço. O resto é só discurso", completou.

Julio defende fiscalização nas ruas e expõe posição sobre uso de recursos públicos em festa de Carnaval

Na tribuna da sessão desta terça-feira (10), o vereador Julio Fogaça (MDB) falou sobre o papel do parlamentar e afirmou que a atuação deve ocorrer junto à comunidade. “O vereador deve estar nas ruas fiscalizando, o vereador deve estar nas escolas, ele deve estar nos postos de saúde...”, afirmou, lembrando que os eleitos representam cidadãos que aguardam encaminhamentos para suas demandas.

O vereador relatou que tem recebido cobranças para apresentar posições sobre temas em debate e utilizou o espaço para tratar da festa de Carnaval que será realizada pela primeira vez na cidade. “Eu, Júlio Fogaça, não gosto de Carnaval, porém a minha vontade não pode imperar perante aos outros”, declarou. Acrescentou que não é contrário à realização da festa, mas entende que o financiamento deve ocorrer por meio de patrocínios e recursos privados. Para ele, verbas públicas possuem outras prioridades.

Julio mencionou que, caso haja disponibilidade orçamentária em fundos específicos, pode ser discutido remanejamento futuro para áreas como saúde e educação, citando necessidades em escolas e unidades de atendimento. Recordou sua atuação em iniciativas voltadas ao turismo de eventos e observou que, em levantamentos realizados, a vocação para Carnaval não apareceu como demanda organizada do município.

O parlamentar afirmou ainda que não faz julgamento de quem participa da festa, mas reforçou que a população cobra promessas como entrega de uniformes e materiais escolares, além de investimentos previstos para outros setores. Disse que os vereadores são procurados para intermediar essas exigências junto ao Executivo.

Nos minutos finais, ao comentar dificuldades recorrentes no fim de ano, apontou que muitos serviços sofrem impacto de férias concentradas em dezembro. Para ele, é necessário planejamento com rodízio de servidores para manter atendimentos contínuos, especialmente na saúde, evitando interrupções enquanto a comunidade segue precisando dos serviços públicos.

Toco cobra reforma de parquinho, melhorias em acessos e relata pedidos da comunidade

Na tribuna desta terça-feira (10), o vereador Vicervanio Bez Fontana, o Toco (MDB) apresentou demandas recebidas de moradores e tratou de encaminhamentos feitos ao Executivo. Ele iniciou exibindo imagens do parquinho do Jardim Itália, localizado em frente ao ginásio. “Já faz um ano que a gente está nessa nova administração. Já faz um ano que a população está esperando também a reforma no parquinho”, destacou. Informou que as fotos foram enviadas pela comunidade e relatou visita ao local durante a semana.

O vereador também mencionou passagem pelo Complexo Esportivo do Bairro União, citando recursos destinados por meio de emendas parlamentares e participação do município. Comentou que a Coopercocal fará a doação de postes para a iluminação em LED do espaço e registrou agradecimento pela iniciativa.

Toco voltou a cobrar providências em relação ao acesso da ponte da Linha Espanhola. Disse que já encaminhou fotos e mensagens ao secretário de obras. “Quem sai da ponte, não tem visão nenhuma para a 442”, afirmou. Segundo ele, há risco de acidente e é necessária a roçada para garantir visibilidade, além de limpeza na estrutura. Lembrou ainda indicação apresentada anteriormente solicitando instalação de guard-rail na rodovia Patrícia Zacaron.

O parlamentar relatou questionamentos de moradores da rua Porfírio Dacoregio sobre a mudança para mão única. Após procurar o diretor de trânsito, informou que a implantação e sinalização deve ser realizada em cerca de 15 dias.

Ao final, respondeu cobranças sobre recursos viabilizados por seu mandato, listando valores destinados ao Complexo do Bairro União, à educação e à pista de skate. Também comentou pedido de ambulância para a eleição da Coopercocal e declarou que ofícios levados à Secretaria de Saúde não foram recebidos, avaliando que a solicitação poderia ter sido protocolada para posterior encaminhamento.

Glícia cobra cumprimento da lei no atendimento a crianças neurodivergentes e relata situação de famílias

Na tribuna desta terça-feira (10), a vereadora Glícia Pagnan (MDB) afirmou que tem percorrido o município e levado à Câmara relatos de famílias de crianças neurodivergentes atendidas no espaço público conhecido como Crescer e Evoluir. “O que trago aqui não são opiniões isoladas, são relatos recorrentes consistentes e extremamente graves feitos por mães que convivem diariamente com a dor de ver seus filhos regredindo”, destacou. Segundo a parlamentar, as situações apontam interrupções e falhas no atendimento.

A vereadora relatou que recebeu vídeos e fotos e questionou: “Eu recebo vídeos, eu recebo fotos. Será que é só eu?”. Conforme os depoimentos mencionados, há crianças que perderam avanços já alcançados e outras que não conseguiram realizar sessões após a mudança para o atendimento municipal. Também citou ausência de plano terapêutico singular, metas e objetivos definidos, além de descrições de atividades sem intervenção clínica estruturada.

Glícia mencionou ainda espera prolongada para rastreamentos e dificuldades da própria gestão do espaço, com redução de terapias, desorganização de agendas e cancelamentos. Destacou que o atendimento não pode se restringir a um único diagnóstico e que outras neurodivergências possuem direito garantido.

Ao tratar da legislação, afirmou que os fatos configuram descumprimento da Lei Municipal 1953 de 2025, que prevê continuidade do tratamento, equipe especializada, planejamento terapêutico e gestão responsável. Citou também a existência de inquérito civil para apurar a redução das terapias, a capacidade de atendimento e o monitoramento dos planos.

A parlamentar registrou a chegada de nova assistente social e reconheceu o trabalho de profissionais citadas por mães, mas pontuou que iniciativas individuais não substituem política pública estruturada. “Cuidar das nossas crianças não é favor, é obrigação legal, moral, humana”, declarou, afirmando que continuará cobrando providências, auditoria, respostas oficiais, cronogramas e prazos para cumprimento da lei.

Maria Luiza aborda planejamento da gestão, demandas de infraestrutura e atendimento às neurodivergências

Na tribuna desta terça-feira (10), a vereadora Maria Luiza Da Rolt (PP) iniciou sua manifestação registrando homenagem à Rádio Marconi pelos 75 anos. Em seguida, tratou da condução administrativa do município. “Eu falo com muita tranquilidade sobre isso, porque a gente que acompanha a administração diariamente, a gente sabe que a gestão e o planejamento, realmente, é realizado em sua totalidade", afirmou. A parlamentar disse que a população perceberá, ao longo de 2026, resultados do planejamento iniciado anteriormente e citou problemas herdados, como situações em estradas, escolas e unidades de saúde.

A vereadora mencionou o período de férias dos servidores e afirmou que a regularização busca manter os serviços de forma contínua. Também comentou pedidos relacionados a buracos, roçadas e limpeza urbana, relatando que as equipes seguem atuando.

Maria Luiza falou ainda sobre o parquinho em frente ao ginásio e a possibilidade de adaptação do espaço para outras atividades. Em relação à ambulância mencionada por vereador, declarou que irá buscar informações. Reforçou pedido para manutenção da rodovia SC-108 e solicitou que o governo municipal acione o Estado para a realização das melhorias, destacando mobilidade e escoamento da produção.

Citou o uso do hidrojato para desobstrução de bocas de lobo e informou que, em dois dias, foram aplicadas 31 toneladas de asfalto em operação tapa-buracos, com nova etapa prevista.

Ao abordar o atendimento às crianças neurodivergentes, convidou os vereadores para diálogo com a equipe técnica. “Que a gente possa sentar com toda equipe multidisciplinar e entender, de fato, o que acontece”, sugeriu. A parlamentar afirmou que há relatos distintos e que é necessário compreender fluxos e encaminhamentos.

Por fim, registrou que o município terá projetos apresentados em congresso na área da saúde e citou reconhecimento obtido pelo Centro Terapêutico em mostra estadual. “O município terá dois projetos apresentados no Congresso em março, em Chapecó, com foco no atendimento especializado na qualidade de vida.” A vereadora parabenizou equipes da Saúde e da Educação.

Marcel fala sobre papel do legislativo, atendimentos de demandas e impasse jurídico envolvendo a Mesa Diretora

Na sessão desta terça-feira (10), o vereador Marcel Freitas (PSD) abordou a função do Legislativo, a relação com o Executivo e a discussão sobre a composição da Mesa Diretora. Ele afirmou que a cobrança faz parte do mandato, independentemente de partidos. “O vereador não está aqui para passar a mão na cabeça de ninguém, a gente está aqui para ouvir a população e cobrar realmente aquilo que tem que ser cobrado", declarou. Também disse que é necessário reconhecer quando pedidos da comunidade são atendidos.

O parlamentar citou a regularização de uma situação na rua Bem-Te-Vi, no loteamento Giassi, onde, segundo ele, após contato com os responsáveis, a demanda foi resolvida. Mencionou ainda verificação na rua Inocência Aguiar, no bairro Cristo Rei, com limpeza de bocas de lobo, apontando expectativa de continuidade das providências.

Marcel registrou mensagem aos profissionais da educação pelo início das aulas, incluindo professores, alunos, servidores e merendeiras. Em seguida, passou a tratar do debate sobre a eleição da Mesa. Disse que faria uma fala técnica e apresentou trechos da Constituição Federal e da Lei Orgânica que tratam da proporcionalidade partidária. Afirmou manter tranquilidade diante do processo. “Diante disso, sigo com total serenidade, independente do desfecho, sigo tranquilo e consciente", destacou.

O vereador pontuou que o resultado poderá orientar medidas futuras e defendeu que a discussão envolve direito a ser exercido. Acrescentou que sua manifestação não teve intenção de ofender colegas e citou o histórico de convivência no Parlamento. Para ele, divergências podem existir, mas o respeito deve permanecer entre os vereadores.

Ao final, destacou que continua voltado às demandas apresentadas pelos moradores. “Mesmo tendo esse impasse, eu estou sim, focado em tentar resolver o problema da população", pontuou. Disse ainda que, se estiver equivocado, reconhecerá.

Aninha defende respeito à Constituição, diálogo entre vereadores e trabalho conjunto pelo bem da população

Na tribuna desta terça-feira (10), a vereadora Cirlene Gonçalves Scarpato, a Aninha (PSD) iniciou sua manifestação dirigindo-se à comunidade escolar pelo começo do ano letivo. A parlamentar incluiu profissionais, estudantes e famílias na saudação e registrou o papel da educação no município.

Em seguida, tratou do debate político ocorrido na Casa e afirmou que as decisões devem observar a legislação. “Então nós estamos aqui, não é para fazer aquilo que eu quero, não é para fazer aquilo que eu gosto, é para respeitar a lei", afirmou. Para a vereadora, a democracia está vinculada ao cumprimento da Constituição Federal, que, segundo ela, está acima das demais normas locais.

Aninha defendeu que divergências políticas sejam tratadas em outros espaços, preservando a tribuna para discussões de interesse coletivo. Disse que opiniões diferentes podem contribuir para a população e sugeriu aos colegas que priorizem o município. Também falou sobre coerência entre discurso e prática durante o exercício do mandato.

A parlamentar reafirmou sua posição enquanto presidente interina e declarou: “Eu reafirmo aqui o meu compromisso enquanto presidente interina e reafirmo meu compromisso com todos os funcionários desta casa, que resolveremos essa situação o mais breve possível.” Segundo ela, buscar solução é uma prioridade dentro de suas atribuições.

Durante a fala, mencionou críticas feitas à administração e disse que acompanha os serviços realizados. Afirmou confiar no planejamento do Executivo e comparou a rotina da cidade com os cuidados diários de uma residência, indicando que as demandas reaparecem e exigem continuidade do trabalho.

A vereadora destacou que o papel do Legislativo inclui fiscalizar e também atuar junto aos secretários, encaminhando problemas e buscando o funcionamento dos serviços. Ao final, pediu coerência, respeito e diálogo, defendendo que esse é o caminho para apresentar respostas à população e contribuir com o desenvolvimento do município.

Confira a Sessão na Íntegra

A próxima Sessão Ordinária de 2026 acontece na quinta-feira, 19 de fevereiro, às 19 horas. A mudança de data ocorre devido ao ponto facultativo de Carnaval na terça-feira (17). Siga a Câmara Cocal do Sul nas redes sociais e fique por dentro dos principais acontecimentos do Poder Legislativo: Instagram - Facebook - YouTube.

 
Ana Paula Nesi (0006741/SC)
Assessora de Comunicação Câmara Municipal de Cocal do Sul

 

 

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