Dados da Secretaria de Saúde reforçam a importância da prevenção e ampliam o chamado para o cuidado durante o Janeiro Branco
A campanha Janeiro Branco evidencia um recorte importante da realidade de Cocal do Sul e reforça a necessidade de ampliar o cuidado com a saúde mental da população, especialmente entre os homens.
Um levantamento da Secretaria de Saúde aponta predominância masculina entre os óbitos relacionados a sofrimento psíquico grave registrados nos últimos anos, o que indica a urgência de ações preventivas contínuas e direcionadas.
Em 2025, foram contabilizados três óbitos por suicídio no município, sendo dois homens e uma mulher. Em 2024, houve quatro registros, todos envolvendo homens. Já em 2023, novamente foram três casos, com dois homens e uma mulher.
A repetição desse perfil ao longo dos anos, segundo a secretária de saúde, Giovana Galato, aponta para uma tendência que merece atenção do poder público, dos serviços de saúde e da sociedade.
Outro indicador relevante são as notificações de violências autoprovocadas. Em 2025, foram 47 registros. Em 2024, o número chegou a 48. Já em 2023, foram 26 notificações, e em 2022, 30.
O crescimento observado a partir de 2023 pode indicar maior sensibilização e ampliação dos registros, mas também revela que o sofrimento emocional continua presente na comunidade.
A secretária reforma que os dados reforçam a importância de romper o silêncio, principalmente entre o público masculino, que historicamente tende a buscar menos ajuda.
“Os números mostram a necessidade de fortalecer ações de escuta, acolhimento e prevenção, criando espaços seguros para que as pessoas falem sobre o que estão sentindo”, afirma.
O município conta com uma rede estruturada de atenção em saúde mental. O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) atende a partir das 7h30, sem fechar ao meio-dia, garantindo acolhimento contínuo. “O serviço está disponível para orientar e acompanhar quem precisa. Procurar ajuda é um passo essencial no cuidado com a saúde mental”, acrescenta.
O CAPS de Cocal do Sul atende pelo telefone (48) 3444-6037 e está disponível para orientações e acolhimento. Além disso, pessoas em sofrimento emocional podem buscar apoio gratuito e sigiloso pelo Centro de Valorização da Vida, pelo telefone 188, com atendimento 24 horas.